Publicado em : 07/08/17

Em final emocionante, Brasil bate a Itália e fatura o título do Grand Prix




Do: Globo Esporte
Seleção renovada vence por 3 a 2 a decisão e conquista pela 12º vez a competição

*Brasil é campeão do Grand Prix ao vencer Itália por 3 a 2

Um novo ciclo, com apenas três campeões olímpicas – Adenízia, Tandara e Natália. Um time que nunca havia jogado junto. A eliminação bateu na porta duas vezes, mas o Brasil sobreviveu. E mostrou que essa nova geração pode ser tão vitoriosa quanto as anteriores.

Neste domingo, em uma final emocionante contra uma renovada Itália, o Brasil sofreu, se superou e venceu por 3 sets a 2, com parciais de 26/24; 25/17; 25/22, 22/25 e 15/8. É o 12º título do país na história do Grand Prix.

O Brasil conquistou os títulos em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013, 2014, 2016 e agora, 2017, sendo o maior campeão da história do torneio. Foi, ainda, vice-campeão em outras cinco oportunidades. Estados Unidos, com seis conquistas, é o segundo maior campeão da história.

Na final, o Brasil sofreu com a jovem Paola Egonu, de apenas 18 anos. A italiana fez 29 pontos na partida. Mas sentiu a pressão dos momentos mais decisivos da partida. Já o Brasil teve nas experientes Natália (22 pontos) e Tandara (22 pontos) a base nos momentos mais difíceis da partida.

– A gente veio devagar e acabou chegando. Cada dia é um dia e fomos felizes. Não foram seis, não foram sete. Foram as 12 que jogaram muito bem e resolveram o problema. Estou muito feliz – disse Natália.

– A equipe teve atitude. Sabíamos que não seria fácil. Tivemos altos e baixos, mas jogamos com muita raça. Estou muito feliz. Um beijo para todo o Brasil – disse Tandara.

A partida

O primeiro set foi muito equilibrado. Apesar de jovem, com grande parte do elenco abaixo dos 25 anos, e em busca de um título inédito, a seleção italiana não demonstrava sinais de que sentiria o peso de uma final contra o tradicional Brasil. Mesmo com Tandara e Natália jogando bem e virando a maioria das bolas, a seleção não conseguia abrir. O set foi equilibrado até o final, quando Egonu atacou para fora, e o Brasil fechou por 26 a 24.

O erro que proporcionou o primeiro set ao Brasil não abalou Paola Egonu, principal estrela italiana. Aos 18 anos, ela desfilou todo o seu arsenal no segundo set. A seleção não conseguiu pará-la. Logo, a Itália abriu uma boa vantagem. E a cada ataque de Egonu que parava no chão, o Brasil parecia desanimar. José Roberto Guimarães tentava, em vão, dar um choque de ânimo nas jogadoras. Mas não surgia efeito. E a Itália fechou o segundo set com tranquilidade em 25 a 17.

O terceiro set parecia um replay do segundo. Egonu pontuava com facilidade. O Brasil falhava na recepção e tinha dificuldade de colocar a bola no chão.

A Itália abriu logo uma boa vantagem: 18 a 11. O set parecia perdido. Mas foi quando Adenizia conseguiu bloquear Egonu. A central brasileira sai vibrando muito. O lance deu uma mexida nas brasileiras. A confiança voltou. Logo em seguida, Egonu errou dois ataques. O Brasil se aproximou. E o saque passou a entrar. Voltamos para o set e logo viramos o placar: 21 a 20. Tandara cresceu no jogo e virou a melhor opção para Roberta. Egonu foi novamente bloqueada. E o Brasil vira, vira, virou venceu o terceiro set: 25 a 22.

No quarto set a instabilidade voltou a tomar conta da seleção brasileira. Caterina Bosetti passou a pontuar bastante e virou uma outra opção. Egonu não tinha mais a mesma eficiência, mas seguia sendo a principal atacante italiana. Novamente, o Brasil corria atrás do placar. Chegou a estar perdendo por 19 a 13. Assim como no terceiro set, veio a reação. Mas, desta vez, não foi o suficiente para a virada. E a Itália fechou em 25 a 22, levando a decisão para o tie-break.

Ao contrário dos outros sets, o Brasil dominou o tie-break desde o início. Mais vibrante e confiante em quadra, a seleção abriu rapidamente a vantagem. Com 18 anos, Egonu parecia sentir a pressão do set decisivo. O Brasil chegou a abrir 11 a 4, uma vantagem monumental. E a partir daí só administrou o placar até fechar em 15 a 8 após um erro de saque da Itália.

 

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