Publicado em : 08/08/17

Seminário define duplicação da BR-163 e escoamento de produção pelo Norte como prioridades para MT




Além disso, o vice-presidente da Comissão Senado do Futuro pediu celeridade na apreciação dos pedidos de licenciamentos ambientais por parte do IBAMA

Uma das soluções para os problemas logísticos enfrentados por Mato Grosso passa pelos portos da região Norte. Para isso, no entanto, é preciso melhorar a malha viária que corta o Estado, como os corredores das BRs 163 e 364, disseram os participantes do Seminário ‘O Futuro da Logística em Mato Grosso’, ocorrido nesta segunda-feira (7), em Cuiabá.
Presidida pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), a reunião foi realizada pelas Comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e Senado do Futuro (CSF), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Na ocasião, representantes do Governo Federal assinaram ordem de serviço para construção de oito pontes entre os municípios de Santiago do Norte e Nova Ubiratã, para facilitar o tráfego e o escoamento dos grãos pela BR-242.
— A questão é estratégica, mas não se trata só de produção agrícola, mas de segurança para a população. A ineficiência do transporte custa ao Brasil 6% do PIB por ano. Mato Grosso tem maior custo de frete do país. Uma das alternativas é o Arco Norte, onde os produtos podem ser escoados em portos como Itaqui, no Maranhão, e Miritituba, no Pará — defendeu Fagundes.
O republicano também ressaltou, durante a audiência, que é imprescindível haja prioridade do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) na apreciação de projetos de licenciamento ambiental, para que não ocorra atraso nas obras. “A morosidade e a burocracia são as piores inimigas da infraestrutura. Nós queremos, sim, que sejam averiguadas as condições ambientais e dos indígenas, mas isso precisa ser feito com celeridade. A hora de começar as obras é agora. Se não, corremos o risco de voltarem as chuvas e impossibilitar a execução dos serviços”, alertou Fagundes.
O diretor do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, afirmou que a safra de milho e soja de Mato Grosso crescem a cada ano e o Estado ainda tem 15 milhões de hectares que podem ser incorporados à agricultura. No entanto, continuou, o aumento da produção está atrelado às questões logísticas.
O superintendente estadual do Dnit, Orlando Fanaia, admitiu que Mato Grosso tem um débito histórico no que diz respeito à conservação de pavimentos das rodovias; entretanto, a situação tem melhorado nos últimos anos, garantiu.
— Hoje, quando se leva em conta a condição de pavimento, Mato Grosso está em 8º lugar em um ranking do Dnit. Em 2001, 52% da malha viária era considerada de má qualidade e só 4% estavam em boas condições. Hoje temos um índice de 60% bom e apenas 19% ruim — declarou.
Cooperação
Antes do evento, houve a assinatura de acordos de cooperação técnica entre o Dnit e a prefeitura de Cuiabá e a Associação Mato-grossense dos Municípios relativos à duplicação da BR-163, trecho entre a capital e Serra de São Vicente.
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, disse que por muitos anos a população vem convivendo com os perigos oferecidos pelas BRs 364 e 163. Segundo ele, o poder público municipal não poderia ficar ausente ou omisso diante de obras tão relevantes, daí a importância da assinatura dos acordos.
— Não vamos atravancar o desenvolvimento da capital, mas é preciso ação coordenada com outros órgãos federais e estaduais. São obras que impactam diretamente o conforto e a qualidade de vida dos cuiabanos — afirmou.
Visitas
Pela manhã, os participantes da audiência visitaram a obra viária do contorno Norte de Cuiabá, de responsabilidade do Dnit. À tarde, houve uma visita às obras de duplicação da BR-163 entre Cuiabá e Serra de São Vicente.
A BR-163 tem quase 3.500 km e cruza os estados do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ainda há trechos não pavimentados, bem como outros entregues à iniciativa privada, que é responsável pela duplicação. No Mato Grosso, a concessionária Rota do Oeste é responsável por 850 quilômetros da via.

 

Da assessoria / Com informações da Agência Senado

 

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