Orçamento em crise? Ainda dá tempo de salvar o seu ano

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Mais de um terço do ano já se passou e o primeiro trimestre costuma ser repleto de gastos para as famílias, como as festas de fim de ano, impostos, como o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), além de gastos com materiais e matrículas escolares.
Com todas essas obrigações financeiras, muitas famílias acabam se endividando nos primeiros meses. Mas, se você também deu uma “patinada” nas finanças no trimestre passado, ainda dá tempo para corrigir a rota e organizar as finanças para encerrar o ano no “azul”.
Para isso, o especialista em finanças da MoneyFit, Antonio De Julio, aconselha que a primeira atitude seja marcar uma reunião com toda a família para tratar de dinheiro. “Se for a primeira vez, vá com calma e explique que é importante para a família saber o quanto está gastando e traçar os planos para o futuro. Seja para a aposentadoria, seja para a viagem de fim de ano, seja para colocar as finanças em ordem”, aconselha.
Diálogo é a melhor saída
Segundo De Julio, é importante que todos falem durante a reunião, expliquem como estão gastando seu dinheiro e sejam incentivados a dar ideias de como podem contribuir para o orçamento doméstico.
“Muitos dos problemas financeiros acontecem pela simples falta de diálogo. Às vezes, as pessoas estão com algum problema e acabam descontando a raiva no cartão de crédito”, ressalta.
Segundo ele, também é importante ter um controle de todas as receitas e despesas do ano. “É interessante ter em posse os extratos dos três primeiros meses do ano para saber o quanto a família precisa de dinheiro para manter a casa ‘funcionando’. Se sobrar algum, como esse dinheiro pode ser aplicado em benefício de todos? “ questiona.
Precisa de crédito?
Além disso, se algum membro da família estiver precisando de crédito, este é um bom momento para expor o problema. “Será que algum outro membro poderia colaborar sem ter que recorrer a um empréstimo com juros? Ou, se não tiver alternativa, alguém tem mais experiência para poder indicar os meios de pesquisar qual a melhor saída?”, questiona De Julio.
Por fim, ele aponta que é preciso observar a situação da família antes de investir em mais uma viagem de férias ou algum gasto que possa ser adiado. “Qual o fôlego das finanças? Será que ainda aguenta mais uma maratona de gastos? Ou seria melhor repensar um pouco, fazer uma viagem mais simples e deixar para fazer “a grande viagem” no final do ano?”, aponta o especialista e conclui: “não deixe para conversar na hora que as contas explodirem. Você ainda pode salvar o seu ano”.

 

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